sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Deus dai-me forças para caminhar e continuar e saber esperar, mesmo que a vida peça mais de mim....

                                            
                                                           
                                             O amor realiza milagres...
Trazemos dentro de nós o amor de Deus, embora sejamos frágeis em nossa humanidade. Sozinhos não somos capazes de uma boa ação, mas contamos sempre com a graça do Senhor, que age em nosso favor.
Empenhemo-nos, a partir de hoje, em vivermos o amor incansavelmente, para que haja cada vez mais respeito à dignidade das pessoas, fraternidade, união, paz e concórdia.
Somente o amor é capaz de transformar todas as realidades e de fecundar a vida nova no nosso coração.
Somente por amor Jesus se entregou na cruz por nós; aprendamos hoje com Ele a amar incondicionalmente e a ser instrumentos a serviço do amor.


                                                 

                                                     


O inacabado que há em mim

 Sou como o rio em processo de vir a serImagem de Destaque "Eu me experimento inacabado. Da obra, o rascunho. Do gesto, o que não termina. Sou como o rio em processo de vir a ser. A confluência de outras águas e o encontro com filhos de outras nascentes o tornam outro. O rio é a mistura de pequenos encontros. Eu sou feito de águas, muitas águas. Também recebo afluentes e com eles me transformo.

O que sai de mim cada vez que amo? O que em mim acontece quando me deparo com a dor que não é minha, mas que pela força do olhar que me fita vem morar em mim? Eu me transformo em outros? Eu vivo para saber. O que do outro recebo leva tempo para ser decifrado. O que sei é que a vida me afeta com seu poder de vivência. Empurra-me para reações inusitadas, tão cheias de sentidos ocultos. Cultivo em mim o acúmulo de muitos mundos.

Por vezes o cansaço me faz querer parar. Sensação de que já vivi mais do que meu coração suporta. Os encontros são muitos; as pessoas também. As chegadas e partidas se misturam e confundem o coração. É nessa hora em que me pego alimentando sonhos de cotidianos estreitos, previsíveis.

Mas quando me enxergo na perspectiva de selar o passaporte e cancelar as saídas, eis que me aproximo de uma tristeza infértil. Melhor mesmo é continuar na esperança de confluências futuras. Viver para sorver os novos rios que virão. Eu sou inacabado. Preciso continuar.

Se a mim for concedido o direito de pausas repositoras, então já anuncio que eu continuo na vida. A trama de minha criatividade depende deste contraste, deste inacabado que há em mim.

Um dia sou multidão; no outro sou solidão. Não quero ser multidão todo dia. Num dia experimento o frescor da amizade; no outro a febre que me faz querer ser só. Eu sou assim. Sem culpas."

Padre Fábio de Melo