sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Vocação....


















A origem da palavra vocação
A origem da palavra “vocação”: ela vem do verbo latino “vocare”, que quer dizer “chamar”. A vocação é, portanto, um chamado. No âmbito religioso, a vocação é sempre um chamado de Deus para alguma coisa.
A pessoa chamada se sente impelida, atraída para aquilo a que justamente é chamada. É comum ouvir alguém que fez essa experiência da vocação dizer que o chamado é como se fosse uma voz que ressoa suave e insistentemente aos nossos ouvidos. É como uma idéia que insiste em permanecer, mesmo quando queremos descartá-la.
A pessoa do vocacionado se sente atraída para aquilo que considera belo, grandioso, importante e necessário que se faça. A vocação é sempre vista como algo que se pode fazer de útil para os outros, e que é, portanto, um serviço que se pode prestar aos outros.
É importante dizer que a vocação tem sempre essa dimensão da “alteridade”, é sempre “alter”, isto é, é sempre voltada para o outro. É um serviço, uma doação.
Para nós, cristãos, a vocação é enriquecida de um sentido profundo, que nos é dado pelo próprio Cristo.
Todo batizado é chamado a ser _ sempre e em todo lugar - “sal da terra e luz do mundo”. Essa incumbência de todo cristão já é, em si, uma vocação.
O cristão é sempre chamado a praticar o bem e a promover a justiça, afastando-se do mal. E tudo isso é uma vocação, é um chamado, é um imperativo ditado pela nossa adesão a Cristo.
O filósofo grego Aristóteles já dizia que o homem é, por natureza, um animal político. Por natureza vive em “koinonìa”, isto é, em comunidade. Vivendo em comunidade, nossas ações nunca são ações isoladas, elas repercutem em toda a comunidade. Assim é também em relação à nossa atividade profissional.





A diferença entre profissão e vocação

A palavra “vocação” tem sua raiz latina em vox-vocis=voz: chamado, chamamento. Já a palavra “profissão” vem do latino profissione-professu=perito, ofício, declaração pública... Que relação existe entre vocação e profissão? As pessoas articulam estas duas realidades em suas opções de vida? Esta temática tem significado atual?Creio que é de grande atualidade refletir sobre esta questão, principalmente numa época em que, paradoxalmente, ampliam-se as perspectivas de escolhas profissionais, enquanto aumenta o desemprego. Cresce o número de escolas, cursinhos e de candidatos e as vagas nas universidades, principalmente as públicas, se mantém inalteradas. E mais: numa situação em que muitos se questionam a que eles são chamados, vocacionados. O primeiro problema a ser colocado é sobre a tendência a reduzir a vocação a aptidão, facilidade, dom inato do indivíduo. Ela comporta este aspecto mas não pode se limitar a ele, pois senão condenaria a grande maioria das pessoas à frustração, ao perceberem que não foram contemplados com dons naturais, claramente identificáveis. Para compreendermos mais plenamente o sentido de vocação, é necessário buscar outra matriz, outro referencial que amplie o seu significado, articulando-a com a realidade profissional. O homem é, primeiramente, chamado a ser feliz, felicidade que deve se expressar na história, na vida concreta, no dia-a-dia. Mas o que é ser feliz? Será que toda a busca de felicidade humana é esgotável na história? Será que o desejo humano aceita o limite que a própria vida lhe impõe? Aqui, entra a dimensão do “SENTIDO DA VIDA”: Somos chamados a ter um sentido profundo para a vida. Para alguns, este sentido se expressa como sendo a felicidade aqui e agora, cujo objeto varia de pessoa a pessoa: o dinheiro, o prazer, torcer para um time, namorar, transar, trabalhar, ser solidário, amar e etc. Outros dizem que o sentido último, profundo da vida é Deus, que a vida não termina com a morte e por isto construir um mundo transformado, justo e fraterno é antecipar a transcendência da vida. Esta primeira dimensão da vocação, então, poderia ser chamada de abertura ao “SENTIDO DA VIDA”. Creio ser a dimensão mais fundamental. A segunda dimensão seria a abertura ao OUTRO, a dimensão solidária. Não vivemos sozinhos. Somos fruto da dedicação de muitas pessoas. É na relação com o outro que construímos a sociedade, o cuidado com a coisa pública (a política), a amizade, o amor, a família... Esquecer esta dimensão é contribuir para a desumanização de nossas relações, realidade que preocupa a todos que sonham e lutam por uma sociedade fraterna. E ainda, não podemos deixar de dizer que, para os têm uma visão religiosa da vida, é na relação com o outro que podemos assumir a condição filhos de Deus, ou seja: somos chamados a ser IRMÃOS. Há, também, uma terceira dimensão. Ela se dá na relação do homem com o MUNDO. É no mundo que o homem se faz e se transforma ao mesmo tempo em que o transforma, pelo trabalho, em “mundo humano” - a cultura: somos convocados, então, a ser GERENCIADORES DO MUNDO. Dentro desta perspectiva que apresentamos, a profissão, maneira pela qual o homem exerce seu papel de transformador do mundo, assume um significado que pode se articular perfeitamente com a vocação transcendental do homem, (ABERTURA AO SENTIDO, AO OUTRO E AO MUNDO) superando a visão limitada de “conformação com as tendências inatas, dons” e etc. De outro modo, boa parte das pessoas amargariam o sofrimento de não se realizarem (NÃO DESCOBRIRAM SEUS DONS), ou então, não encontrariam sentido para realizarem tarefas árduas e exigentes, porém profundamente necessárias à qualidade de vida da sociedade. Nem todas as pessoas conseguem encontrar total integração entre sua profissão e sua aptidão. Seria desejável que todos pudessem fazer aquilo que gostam e que sonham, com prazer e, ao mesmo tempo, alcançassem condições econômicas, para uma vida de boa qualidade. Mas a realidade nem sempre possibilita a realização de tudo ao mesmo tempo. É preciso, então, desvelar outro aspecto importante: não podemos deixar de perceber que a vocação e a escolha profissional têm uma dimensão cultural e histórica, fruto de grande contexto como o familiar, o social, o educacional, o político, o religioso, o econômico, dentre outros. É neste contexto que nos fazemos, somos gestados. A história, a história de vida de cada um nos coloca desafios, situações em que somos provocados a responder. A ação da liberdade e os condicionamentos das situações nos impõem a dura tarefa de escolher, optar. Se o critério é apenas a “satisfação garantida ou o seu dinheiro de volta”, ou “fazer o que o seu mestre mandar”, ou ainda “quem quer dinheiro”, muitas frustrações nos aguardam no mercado globalizado. Há algum tempo perdemos um cidadão brasileiro, que foi exemplo desta visão integral da vocação que apresentamos: Betinho!. Ele sonhava ver “em vida...que o Brasil começou a mudar”, sonhador que desde jovem sentiu-se desafiado, chamado a construir sua vocação. Há muitos como ele: Francisco de Assis, Biraghi, Chico Mendes... Que eles sejam inspiração e exemplo para nós daquilo que Frost ensina e que a vida deles foi testemunho: “Duas estradas seguiam diferentes caminhos num bosque. Peguei a menos movimentada. Isso fez toda a diferença.” Que nos sintamos e nos façamos vocacionados, chamados a buscar SENTIDO, a nos abrir aos OUTROS e a transformar o MUNDO. Aqui estaria o significado mais pleno da articulação entre VOCAÇÃO E A PROFISSÃO.

domingo, 9 de agosto de 2009

Pai...

Pai,agora que não estou mais no tempo de alimenbtar ilusões, aguça meus sentimentos para que eu perceba a beleza das realidades.
Pai, agora que as opções foram feitas e tantas portas se fecharam no definitivo, dá-me aceitação para que as renúncias não sejam um fardo pesado demais.
Pai, agora que a soma dos erros derrubou as jovens ilusões de onipotência, não me tires a pretensão de continuar tentando acertar.
Pai, agora que tantos desenganos e incompreensões repetiram lições de ceticismo,conserva minha boa fé e minha disponibilidade perante as criaturas.
Pai, agora que as forças do meu corpo começam a falhar,alerta meu espírito livra-me do comodismo e redobra minha vontade.
Pai, agora que já aprendi a precariedade de todas as coisas, as limitações de todas as lutas e as proporções de nossa pequenez,afasta-me de desânimo.
Pai,agora que já alcancei o ponto de perspectiva que me da´a exata visão do pouco que sei, livra-me da defesa fácil de colocar viseiras e ajuda-me a envelhecer com a abertura dos corajosos,dos que suportam revisões até a hora da morte.
Pai,agora que aumenta o círculo das criaturas que me olham e esperam alguma coisa de mim,dá-me um pouco de sabedoria,.ensina-me a palavra certa,inspira-me o gesto exato,norteia minha atitude.
Pai,agora que perdi a abençoada cegueira da juventude e só posso amar de olhos abertos,redobra a minha compreensão,ajuda-me a superar as mágoas,protege-me da amargura.
Deus,Pai,concede-me a graça de naõ cair na desilusão,de naõ chorar o passado,de continuar disponível ,de não perder o ânimo,de envelhecer jovem,de chegar à morte com reservas de amor.
Pai, obrigada por tudo.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Abra-se a Restauração

Quero compartilhar um pouco do que eu li por esses dias.Ao ler o livro "Abra-se a Restauração"... Percebi quanto minha vida precisa ser restaurada, como preciso vencer meus medos,minhas inseguranças.Perceber se algo naõ deu certo ou os objetivos e sonhos muitas vezes não são alcançados, é porque não é o momento...
Muita vezes não percebemos que os fracassos, as derrotas, a não aprovação de uma prova ou alguma situação difícil que vivenciamos ao longo da vida...Surgem pelos nossos caminhos para restaurar um pedaço de nós que precisa ser restaurado, algo dentro de nós que precisa ser mudado...
Estou vivenciando esses momentos,como muitos já vivenciaram ou também esta~vivenciando situações de luta, situações que a vitória muitas veezs parecem impossíveis.
Por isso venho aqui hoje simplesmente para dizer...Abra-se a restauração...Viva um dia de cada vez como se fosse o único que você tivesse.Se não ganhou aquele campeonato,não passou naquela prova, levou um fora da pessoa que ja´estava afim há algum tempo, não se desepere.Apenas espere...
Esperar...Essa palavara vem com as lágrimas...Pois não aquento esperar..Neste momento de restauração, aprendemos a lidar com a impaciência, ansiedade que só nos maltrata,deixando que vivamos o único dia que temos o hoje...
Devemos ter a consciência que para se atingir uma meta, é preciso atingir metas diárias.Toda meta sera´alcançada desde que vivamos bem o único dia que temos o hoje....
Todos os dias deve ser encarado como uma nova opurtunidade de fazer certo o que no passado fizemos de maneira equivocada.Coragem para recomeçar.